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O ESTÔMAGO ALTO – Quem é esse vilão?

25 de março de 2016
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estomago altoMuitas mulheres já ouviram falar ou sofrem com um problema que, rotineiramente, é chamado de ESTÔMAGO ALTO. Na verdade, não existe “o” problema de estômago alto. Diversas situações podem fazer com que uma mulher tenha essa deformidade.

 

 

Assim, vou elencá-las aqui e explicar o que leva a cada uma delas:

biotipos corporais mulher

  • biotipo corporal – basicamente existem 5 biopitos corporais femininos, de acordo com as proporções entre o tórax, cintura e quadril, que são: triângulo, retangular (também chamado de quadrado), oval, ampulheta e triângulo invertido (VER FIGURA). Os biotipos OVAL e TRIÂNGULO INVERTIDO, por predominarem diâmetros mais avantajados em região de tórax e cintura, são os que deixam mais a aparência do estômago alto:
    1. oval – geralmente são mulheres que nunca tiveram um corpo “violão”, devido à sua herança genética (geralmente a mãe ou tias têm o corpo parecido). Há uma tendência a engordar e acumular gordura intra-abdominal, deixando o abdome globoso e o corpo ovalado. O biotipo retangular pode, com o tempo e ganho de peso, tornar-se oval;
    2. triângulo invertido – pelo mesmo motivo da herança genética, são mulheres que têm ombros largos e quadril pequeno. O gradil costal (caixa torácica) é aumentado em toda a sua circunferência, inclusive no diâmetro antero-posterior, e a região da transição entre as bordas das costelas e o abdome é alta e proeminente;
  • weight-2gordura intra-abdominal – existe muita gordura depositada nos nossos órgãos internos, principalmente no intestino (VER FIGURA). A gordura, quando acumulada com predominância intra-abdominal, deixa o abdome mais globoso, e mesmo que a pessoa contraia a musculatura, a região superior fica mais volumosa;

 

 

  • gases – como todos sabem, o ar “sobe”, então quando estamos com muitos gases no estômago ou intestino, geralmente produzidos pela alimentação de predominância gasosa e deglutição (sim, engolimos a cada instante o ar, que cai no estômago), esses órgãos ficam distendidos, e esse acúmulo gasoso se aglomera na parte superior do abdome;
  • constipação – associado ao acúmulo de gases, devido à má alimentação, é comum o volume intra-abdominal ficar cronicamente alterado devido ao acúmulo crônico de alimentos de difícil digestão e fezes;
  • diastasediástase dos músculos reto-abdominais – a musculatura abdominal é praticamente a única responsável por “segurar” o conteúdo inteiro do abdome, que inclui mais de 2 metros de alças intestinais, dentre outros órgãos. Em uma eventual situação de diástase, seja por herança genética ou por esgarçamentos após gravidezes, os músculos se afastam e deixam o abdome sem nenhuma capacidade de resistência na linha média (VER FIGURA), sendo cerca de 80% dessa falha no segmento acima do umbigo;
  • inatividade e atrofia muscular– de forma similar ao explicado no item anterior, numa situação de inatividade do sistema musculo-aponeurótico do abdome, pela FALTA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS ou IDADE MAIS AVANÇADA, esse “sistema de contenção” abdominal fica frouxo e incapaz de segurar o conteúdo interno, deixando o abdome globoso e abaulado;
  • lipodistrofia – é o acúmulo de gordura no tecido subcutâneo, comum em mulheres sobrepeso ou com grau de obesidade. Em maior acúmulo, pode ser responsável por “avolumar” o abdome superior;
  • lipodistrofia e flacidezflacidez de pele – geralmente associado ao item anterior (gordura) (VER FIGURA), formam dobras e redundâncias, deixando irregularidades e  indesejados abaulamentos logo acima das bordas do gradil costal e acima do umbigo.

 

 

Enfim, se você tem ou acha que tem estômago alto, tenho certeza que você se enquadrou em alguma (MAIS DE UMA, GERALMENTE) das situações descritas aqui.

Inclusive muitas cirurgias de LIPOASPIRAÇÃO, ABDOMINOPLASTIAS OU MINIABDOMINOPLASTIAS podem não ser tão bem sucedidas devido a muitas dessas características.

Seu cirurgião deve fazer uma boa avaliação de seus hábitos de vida, alimentares, características genéticas e estrutura corporal, para chegar à melhor decisão de como resolverá (ou não) de forma eficaz o(s) seu(s) problema(s).

Texto: Dr. Ernando Ferraz.

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